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terça-feira, 12 de setembro de 2006

INNSBRUCK – MILAO - CANNES


Na noite anterior quando chegamos ao parque, já era noite e não conseguimos ver bem o ambiente que nos envolvia, mas de manhã quando acordamos foi um choque, estávamos no meio de duas montanhas altíssimas com um aspecto cinza esbranquiçado de uma grande imponência. Abrir o fecho da tenda foi uma grande e boa surpresa.



Como acordamos cedo, ainda tudo dormia e nem a recepção ainda tinha aberto, como andávamos em maré de poupança de despesas, decidimos não esperar pela abertura da recepção evitando assim pagarmos o parque.

Arrancamos com o objectivo Lago Commo, tinham-nos falado que era grandioso e assim arrancamos tendo como destino Itália.




Cruzamos território Alemão, mas nem sequer chegamos a parar, na estrada havia a indicação que estávamos a entrar em território Alemão, mas assim como entramos saímos sem parar, pouco depois a fronteira com a Suíça e aí foi pior, o policia fronteiriço olhou para o interior do carro, que naquela altura diga-se, a parte de traz era um amontoado de tudo :o) perguntou-nos de onde vínhamos e para onde íamos, de seguida pediu-nos o bilhete de identidade e como o do Jorge estava um bocado estragado foi verificar a sua autenticidade.

Mas tudo correu bem, lá andamos também nos Alpes Suíços



e pouco quilómetros a frente voltamos a sair para entrar em definitivamente em Itália.

Por entre montanhas lá começamos a ver o Lago de Como (em italiano Lago di Como) é um lago de origem glacial na Lombardia, Itália. Com uma área de 146 km², é o terceiro maior lago da Itália, depois do Lago de Garda e do Lago Maggiore. Com uma profundidade máxima de 410 metros é um dos mais profundos lagos da Europa. fomos descendo sempre por entre vales montanhosos primeiro dos Alpes Austríacos e mais tarde já em território Italiano.

O lago é bonito, assim como as pequenas aldeias que se estendem ao longo das suas margens, gente pitoresca que vive na paz da tranquilidade.


Passado o lago continuamos em direcção a Milão, a constipação estava cada vez pior e já estava a ser um pouco angustiante pela febre. Chegados a Milão dirigimo-nos para uma zona central onde escolhemos uma esplanada para de uma forma descontraída bebermos um café e descansarmos um pouco.

Em Milão antes de um cafezinho

Inicialmente tínhamos pensado ficar aquela noite num parque de campismo em Milão mas começamos a ver que mais três horas estaríamos em Cannes, onde tínhamos o conforto da casa do João com uma cama e um tecto para dormir.

E assim decidimos, ligamos ao João a dizer que estávamos perto, é incrível como depois de se fazer 4000 quilómetros, 300 quilómetros parecem tão perto, quando em Portugal quando queremos ir ao Porto dizemos que temos de fazer uma viagem grande...

Três horas depois estávamos a chegar a Cannes, onde petiscamos qualquer coisa e eu fui-me deitar que a gripe não me deixava e estava a precisar de descanso.
No dia seguinte acordamos já a meio da tarde, fomos dar uma volta por Cannes e ao inicio da noite fomos jantar, num restaurante no centro da cidade.

No manhã seguinte o João foi trabalhar e nós demos inicio ao ultimo percurso da viagem, tendo como destino Lisboa.


domingo, 10 de setembro de 2006

VIENA - INNSBRUCK

Acordamos de manhã com tudo regado em nosso redor, mas como era verão rapidamente o piso secou. Tomamos o nosso banho matinal e fomos novamente conhecer um pouco mais de Viena.



Viena é a capital da Áustria e centro cultural e político da Áustria. É também um dos nove Estados Austríacos, com 1.550.123 habitantes, era em 2001 o mais populoso deles, ainda que os seus 414 km² façam dele o menor. Viena está cercada pelo Estado da Baixa Áustria. A sua aglomeração urbana tem 2.04 milhões de habitantes.



Antes de partirmos fomos ver as noticias de Portugal

Após almoçarmos e conhecermos um pouco mais da cidade, partimos para aquela que se viria a revelar a viagem com a paisagem mais bonita de toda a viagem pois percorremos horizontalmente toda a Áustria, serpenteando por entre vales e cumes da cadeia montanhosa dos Alpes Austríacos, tendo como destino Innsbruck, capital do estado do Tirol.



Os Alpes são imponentes, para alem dos pontos altíssimos que naturalmente existem nos Alpes, outras coisas também impressionam, o verde dos seus vales é único, o campo de visão pela não existência de poluição também impressiona, o azul da agua dos inúmeros riachos que deslizam por entre encostas assemelham-se ao azul cristalino dos seus céus.


Por esta altura comecei a ficar constipado, não podia deixar de faltar eu ficar constipado durante uma viagem.

Innsbruck é atravessada pelo Rio Inn, de onde vem o nome (Innsbruck = Ponte do Rio Inn), e é muito conhecida pelos seus desportos de Inverno.


Assim que chegamos instalamo-nos num parque de campismo próximo, onde montamos a tenda e fomos comer. Comemos comida típica, uma enormes “hot dogs”, que estavam deliciosos. A constipação estava a ficar pior e decidimos ir procurar uma farmácia, assim fizemos e o farmacêutico lá me receitou uns medicamentes, pelo meio ainda uma conversa em que ficou espantado por ter-mos viajado de carro de Portugal até ali.

Depois disto demos uma pequena volta pela cidade, e pouco depois fomos dormir.

A noite foi muito complicada para mim, a temperatura baixou muito, afinal estávamos nos Alpes, a tenda ficou inclinada, o que dava mau dormir e piorei muito da constipação, a noite foi mesmo um sacrifício.




sábado, 9 de setembro de 2006

BRATISLAVA - VIENA

Chegamos a Bratislava de manhã, vindos “fugidos” de Budapeste, pelo meio ainda paramos para dormir um pouco que estávamos muito cansados.


Ao entrarmos na cidade atravessamos a ponte com algumas semelhanças com a nossa Vasco da Gama sobre o rio Danúbio, Bratislava é atravessada pelo rio Danúbio, junto à fronteira com a Áustria e a Hungria, ficando a poucos quilómetros da fronteira com a República Checa. É a única capital do mundo que tem fronteira com dois países.


Daí dirigimo-nos ao centro da cidade onde fomos tomar o pequeno almoço e conhecermos a zona histórica. Pela facilidade com que chegamos ao centro histórico percebemos a que a cidade não é muito grande, visto que pouco depois de entrar-mos na cidade já estávamos no seu centro, sendo no entanto a capital e a maior cidade da Eslováquia com cerca de 430 mil habitantes.


Estacionamos o carro num parque subterrâneo, e lá fomos a pé para umas ruas de circulação apenas pedestre, tipo Rua Augusta, com algum comercio de um lado e de outro e com algumas esplanadas pelo meio.


Percorremos as principais ruas da parte histórica da cidade, estivemos na praça central e começamos a achar que não valeria a pena estarmos muito mais tempo na cidade, não estávamos documentados e sinceramente não nos despertou muito interesse, provavelmente ainda afectados com o que se passou na noite anterior e o cansaço também se apoderou de nós, estava planeado não dormirmos na cidade e decidimos antecipar numas horas o nosso descanso em Viena.

Antes de partirmos ainda compramos algumas lembranças e como o dinheiro começava a não abundar, decidimos comer pela primeira vez fast food e almoçamos no Mc Donnalds. Depois de almoçar metemo-nos novamente a estrada, direitos a Áustria mais propriamente Viena de Áustria.


Fizemos uma viagem tranquila, com paisagens montanhosas mas muito bonitas. Chegados a Viena de Áustria demos uma pequena volta pela cidade com o intuito de perguntarmos pelo parque de campismo e uma vez mais o Danúbio ao nosso lado. Uma coisa saltou-nos logo a vista acerca da “cidade dos músicos”, como muitas vezes é mencionada, a cidade é limpa, com bastantes jardins e muito organizada.



Pouco depois, e já ao final da tarde, fomos descansar para o parque de campismo. O parque era um parque florestal que ficava numa encosta montanhosa não muito longe do centro da cidade.
Montamos a tenda e pouco depois adormecemos. Por volta da uma da manhã acordamos com um grande temporal, vento, chuva e trovoada fortíssima que inclusive levantou a tenda de uns nossos companheiros franceses da tenda ao lado, que desistiram de permanecer na tenda já desfeita pelo vento e fugiram para dentro do carro.