Mostrar mensagens com a etiqueta Macedonia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Macedonia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de agosto de 2007

OHRID - ATENAS

Acordamos com 3 tipos no nosso quarto que viemos a saber que eram um Australiano, um esloveno e um dorminhoco, pois não chegamos a conversar com este visto que esteve sempre a dormir :o) Andamos a procura do dono ( Sampo, Finlandês ) que ainda dormia, resultado da festa do dia anterior.


Depois de ele acordar lá estivemos na palheta com ele, tendo este oferecido-nos um café Macedónio que continha quilos de café no fundo da caneca! Descobrimos que um mês e pouco antes, também tinham estado duas irmãs hospedadas no hostel, a Ana e a Vera, sendo elas as primeiras portuguesas a pisarem tão simpática residência.

Antes de partirmos estivemos também nós a escrever uma mensagem na parede do Hall de entrada acompanhada pela bandeira do nosso país que pintamos com as cores ao contrario :o)


Já de partida perguntamos ao Sampo onde podíamos almoçar barato tendo-nos ele indicado um restaurante que era realmente barato, almoçamos um excelente frango por apenas 3 euros.


De seguida demos inicio a uma pequena visita pela pequena e simpática cidade de Ohrid.




Vista a cidade de Ohrid demos inicio a nossa viagem na direcção de Atenas, que se revelou mais uma grande surpresa, a Grécia é muito mais que as ilhas, existem grandes planícies lindíssimas no norte da Grécia.



Pelo caminho varias paragens uma delas para comermos o melão que tínhamos comprado em Dubrovnik, passamos pelo monte Olimpo, aqui em baixo. (era considerado a morada dos principais deuses, doze, sendo o seu rei o Deus Zeus) e lá continuamos...



Chegados aos arredores de Atenas demos com facilidade com o Hotel Zeus que não recomendamos... Tinha pouca qualidade e muito pouca agua :o) Instalamos-nos e decidimos ir comer, estava praticamente tudo fechado mas lá demos com uma coisa aberta e compramos umas sandes as quais decidimos ir comer para uma praça que se encontrava próxima do local onde estávamos a pernoitar.


Ia sendo um grande erro, ainda quando estávamos a comprar as sandes vimos ali próximos uns policias com 3 transeuntes algemados o que não augurava que fosse um local muito acolhedor, mas lá fomos, enquanto comíamos dois tipos deram uma voltinha a nossa volta para averiguar até que ponto me poderiam roubar a mala com a maquina fotografia, mas devem ter achado que não iriam conseguir, mas não desistiram, mais tarde outros 3 tipos juntaram-se a eles e tinham já esquema preparado, mas apercebi-me e decidimos ir embora evitando riscos maiores. Fomos dormir...

sábado, 11 de agosto de 2007

DUBROVNIK – PODGORICA – TIRANA – OHRID


Acordamos cedo, e lá demos inicio a nossa mais longa e arriscada etapa.

Logo após alguns quilómetros após Dubrovnik enganamo-nos no caminho, o que nos custou umas horitas. Fomos por um caminho diferente daquele que tinhas preparado e acabamos por ir sempre encostados a costa onde existem muitas terrinhas e um transito terrível, com isto e sem querer evitamos ter de entrar na Bósnia novamente, mas custou-nos muito tempo...

Pouco depois entramos em Montenegro, descobrimos que não tínhamos seguro para circular com o carro, mas cheirando um pouco a esquema montado, têm logo ali ao lado uma agência de seguros onde podemos tratar do seguro por apenas 15 Euros, menos mal!
Já dentro de Montenegro decidimos encurtar caminho apanhando um Ferry, que nos levou de uma baia para outra e lá continuamos caminho ao encontro da capital, Podgórica.


Montenegro, é um país pobre, a região é bastante montanhosa, e a costa tem algumas praias, mas não nos sentimos especialmente seduzidos pela Região.
Aqui na Fotografia, o João numa das montanhas por que passamos com o Mar Adriatico no Horizonte.



Outra curiosidade em Montenegro foi o facto de nem todos os carros terem matricula.


Passada a capital, Podgórica, lá continuamos em direcção a fronteira com a Albânia, naquela que viria a revelar-se a nossa mais excitante experiência. Pelo caminho nada de especial, locais desérticos e montanhosos.

Chegados a fronteira, começamos a sentir o ambiente Albanês, muitos Mercedes velhos de 1920, conduzidos por tipos de aspecto duvidoso e nervosos, eram contrabandistas por todos os lados a tirarem-nos as medidas, a nós e ao carro, chegamos a ver a coisa um pouco mal parada, o David quase tremia, transpirava por cada poro saindo-se com frases como “aqueles já nos estão a mancar”, “não deixam de olhar para nós” e “estão a tirar-nos as medidas”, mas no final tudo correu bem.


Inesperadamente e quando menos seria de se esperar naquele local inóspito do mundo, dois carros a nossa frente, um carro com Matricula Portuguesa, iam para a Grécia e o contacto foi inevitável, funcionou um pouco como um oásis no deserto... e deu para descontrair um pouco de toda aquela tensão.
Para entrar na Albânia mais um esquema da policia, tínhamos de pagar 10 euros por pessoa, o que após uma conversa descontraída com um policia simpático que até conhecia o Benfica, ele compreendeu o facto de não termos 30 euros connosco e deixou-nos passar por 25, ainda lhe oferecemos umas moedas mas dizia que pesavam muito no bolso, apontando para o bolso da camisa :o)

Outra peripécia foi o facto de dizerem que o nosso carro estava fora de validade, sim isso mesmo fora de validade, tal como os iogurtes :o)
Só depois compreendemos a razão de tal conversa, na Albânia é usual alugar-se um carro por alguns meses, e quando isto acontece colocam o mês e o ano até que a pessoa pode circular, o que eles confundiram com os nossos dísticos do mês e ano da compra do carro.


Posto isto lá seguimos caminho direito a capital da Albânia, Tirana.
Pelo meio o maior choque cultural da viagem, tudo era diferente, bombas de gasolina de 50 em 50 metros com postos de lavagem nos 25 metros intermédios, caixotes do lixo virados e já sem rodas com um aspecto completamente degradados, dá a ideia que não existe sistema de saneamento.


Burros nas estradas por todo o lado, as casas em elevado grau de degradação, enfim uma cultura diferente e uma pobreza acentuada.


Já chegados a capital Tirana onde ninguém falava Inglês, mas onde em bom inglês não se coibiram de colocar um grande cartaz a dizer "Welcome president Bush" na mais recente visita do senhor ao País.
P.S.
Disseram-nos lá que roubaram mesmo o relógio ao homem :o)


Passada a capital da Albânia tentamos encontrar a direcção da Macedónia , já no caminho e de noite uma serra enorme com uma estrada sinuosa, onde o David uma vez mais e após mais alguma frases encorajadoras como “Parar aqui nem pensar, segue, segue” disse, “vem aí um carro a seguir-nos” :o)
Mas passados mais alguns quilómetros, no topo de uma serra as tantas da manhã, teve mesmo de ser, um chichi e uns alongamentos, já vínhamos há umas horas sentados no carro e estávamos completamente corcundas... Enquanto isto um “táxi-discoteca” com uma grande party passou por nós... e passados mais alguns quilómetros chegamos finalmente a fronteira com a Macedónia.

Uma vez mais ninguém falava Inglês, um policia ainda arranhava qualquer coisa de Francês e o João lá foi falar com ele...
Da fronteira até Ohrid foi um saltinho e sentimos que tínhamos novamente chegado a civilização, passamos uma hora a procura do Hotel, onde já irritados por não encontrarmos o hotel decidimos pedir os serviços de um táxi. Este levou-nos para um sitio de nome idêntico mas errado, falamos com ele e este disponibilizou-se a levar-nos ao sitio correcto, quando lá chegamos voltou a cobrar-nos o dinheiro e criou-se um ambiente pesado mas lá assentimos a pagar-lhe, mas um valor bem inferior. Já na pensão, tínhamos um papel na porta a dizer: “Amigos Portugueses, o vosso quarto é no 2 piso, quarto numero 4, se quiserem borga venham ao bar Cuba Livre” mas estávamos estoirados, e com muita pena fomos dormir...